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sábado, 13 de junho de 2015

Luz, Cenário e Ação quase tudo pronto para a estreia de “Onça Que Espirra Não Come Carne”








O grupo teatral “Rendeiros Contadores de Histórias”, tiveram no mês de maio muitas coisas a serem rendadas, se por um lado os preparativos finais exigiram mais de todos os envolvidos, a expectativa e os afazeres aumentaram a responsabilidade, aos 60 dias da proximidade da peça com estreia marcada para julho, os ensaios ganharam maiores desafios. A ansiedade para o início das apresentações toma conta de todos os envolvidos.
Uma das coisas mais aguardadas e motivo de muita curiosidade pelo grupo era o cenário, e no final de maio, ele ficou pronto pelas mãos do talentoso cenógrafo Chico Cardoso, que descreve o panorama de sua arte como uma representação de um cubo em bambu, a qual figura como o universo dos quatro animais/personagens.
 Para Chico, o cenário também representa a pirâmide social através de figuras idênticas (triângulos) e infinitas sobrepostas que formam um semicírculo, arrematado por um chão (espaço cênico) de lona. Esta, assim como remetem ao universo circense, tão caro ao autor, Plínio Marcos, e emblemático da sua vida pessoal e da sua produção artística.
Chico Cardoso, explicou sobre a sensação de desenhar um cenário do zero, “Já havia, no entanto, uma concepção para o cenário dessa peça feita por mim alguns anos atrás. Como as ideias originais eram minhas, não houve problema. Bastou adaptar às ideias da direção e aproveitar alguns elementos estudados anteriormente. Quanto a ser o responsável pela criação visual da peça, é fantástico e desafiador ao mesmo tempo! Sendo assim, é muito gratificante, claro!
Falando um pouco mais sobre a cenografia tão esperada nos últimos meses, Chico, nos revelou alguns segredos técnicos para a ideia de um cenário, “Bem, na verdade os primeiros rabiscos são o embrião de qualquer ideia de criação. O artista precisa nutrir aqueles traços em novas versões e ir definindo a obra como um processo, e não como algo que "sai" pronto na primeira tentativa.
 E de onde surge a inspiração para no caso do “Rendeiros Contadores de Histórias”, para desenvolver os esboços, “Primeiramente a estética do grupo tem que ser respeitada, depois, é preciso conversar bastante com os idealizadores do projeto, principalmente a direção, e colar o que se espera do seu trabalho naquilo que você tem para oferecer. É preciso todos ficarem satisfeitos para que o trabalho não resulte artificial, hermético”, disse o cenógrafo Chico Cardoso.
 Saímos do cenário e partimos para uma outra situação não menos importante, luz, concepção e ação!
Fomos ouvir o que Paulo Oseas, poderia nos falar sobre a concepção de luz, que será utilizada na “Onça”. Paulo Oseas, é um profissional especializado em iluminação, e coube a ele a incumbência de cuidar desse detalhe tão importante para uma peça teatral. A concepção da luz desse espetáculo foi concebida com a preocupação de fazer com que ideias poéticas das cenas sejam entendidas no universo do autor Plínio Marcos para o espaço rua e ou palco convencional.
Oseas, nos dá um direcionamento de como se procede as fases da adaptação de iluminação num palco / espetáculo, “Na primeira, sobressaem quais dos objetivos deve se privilegiar com base no tipo de espetáculo (Teatro de Rua/ Teatro convencional). Na segunda fase, devem-se equilibrar atentamente os meios para chegar a uma adequação que satisfaça mais ou menos todos os objetivos.
Para Oseas, o conceito é à base de qualquer projeto de Iluminação. É através dele que é possível desenvolver um fio condutor que torne toda a intervenção coerente e adequada respeitando a identidade e as características da obra.
O iluminador ainda nos atentou sobre um detalhe, “Para concluir, é bom lembrar que a iluminação de um espetáculo não é estática, é sim um fluído que invade o cenário e corre do princípio ao fim. Considero que essa concepção de luz convém ao espetáculo com bastante delicadeza, muitas coisas nem sempre são feitas para serem entendidas, apenas sentidas”, finalizou Paulo Oseas.




Anderson Dias/ MTB: 0065585SP
Jornalista - Assessor de Imprensa
Tel: 9.5431-6530
andersondias.pressbrasil@gmail.com

sábado, 18 de abril de 2015

No mês do circo o grupo ‘Rendeiros Contadores de Histórias’ passa a ter preparação circense.

Apresentação das primeiras cenas da peça "Onça que espirra não come carne" na FPA.


São Paulo, 18 de março de 2015 - No último dia 27 de março, por coincidência da inserção da nova preparação no cronograma dos ‘Rendeiros Contadores de Histórias’, foi comemorado o dia do circo. A data é uma homenagem a Abelardo Pinto, mais conhecido como ‘palhaço Piolim’, que nasceu nesta data em 1897, em Ribeirão Preto, no estado de São Paulo.

Pegando o gancho no mês do circo, vale ressaltar que o autor de ‘Onça Que Espirra Não Come Carne’, Plínio Marcos, foi descoberto pela jornalista Patrícia Galvão num circo. Nessa época se apresentou com papéis pequenos em peças teatrais, segundo relato da Folha de São Paulo, de 19 de março de 1968.

No terceiro mês de ensaio para a peça ‘Onça Que Espirra Não Come Carne’, o grupo teatral ‘Rendeiros Contadores de Histórias’, prosseguiram com os encontros semanais e as preparações vocal e corporal. O circo passou a compor a preparação dos ensaios sob comando do professor Ronaldo Aguiar.

O Circo sob a visão do professor Ronaldo Aguiar

Perguntado de que forma o circo influencia na dramaturgia/teatro, Ronaldo disse que na verdade o circo não influência em ambos porque, eles surgiram juntos, “O circo surgiu na feira, como o teatro, na época medieval”. Mas ressaltou que grandes atores e atrizes surgiram do circo, como Ana Rosa e Lima Duarte “O que o circo contribuiu para o ator é essa prontidão física, porque o circo da essa possibilidade e facilita a vida do ator”.

Perguntado sobre a relação entre circo e teatro e se há algum elo/ligação, Ronaldo afirmou que: “todos esses canais têm pontos parecidos, o foco do circo é o corpo, o do ator também. Então, na verdade eles se complementam.

Ronaldo a preparação de circo é uma inserção nova no ensaio dos ‘Rendeiros Contadores de Histórias’, conte-nos como essa preparação pode ser vista dentro da concepção da peça da “Onça”, “Quando cheguei aqui pensei: Olha eles vão fazer rua... ‘Vão ser animais humanizados’, então, eu fiz muitos exercícios de exposição e olhar com eles, isso vai contribuir para o trabalho no sentido de saber dividir o olhar para o público.

Já que março foi o mês do circo, como você vê atualmente o circo no Brasil? E no mundo? “O circo no Brasil, teve várias fases, como em qualquer segmento teve altos e baixos. A lona que era de 2 mil lugares foi para 800. O circo sempre acompanhou uma história, o circo foi a última categoria de arte que teve fomento. Está começando a mudar o formato. Hoje existem diversas companhias circenses, isso faz com que a linguagem ganhe mais espaço”, disse Ronaldo Aguiar.





Anderson Dias/ MTB: 0065585SP
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